>Guaíba tem 425 focos do mosquito da dengue

Guaíba tem 425 focos do mosquito da dengue

SAÚDE

A Secretaria de Saúde de Guaíba registrou, até início de setembro deste ano, 425 focos do mosquito Aedes Aegypti, que transmite doenças graves, como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. Segundo a Coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, a médica veterinária Elisa de Menezes Teixeira, houve um aumento considerável no número de focos registrados no primeiro semestre de 2018. O mês que mais focos foram resgistrados foi abril, com 255 no mês. Em janeiro foram 29 focos, 17 em fevereiro, 66 em março, 255 no mês de abril, 53 no mês de maio, 34 no mês de junho e 17 no mês de julho e três no mês de agosto.
Agentes localizaram no período 3.040 larvas em 18 bairros. A maior parte dessas larvas foi encontrada nos pátios das residências, em depósitos de água que, muitas vezes, passam despercebidos, como tampas de refrigerantes, cascas de ovos, potes plásticos, regadores, latas, bromélias, baldes, tonéis, pneus, lonas plásticas, piscinas, recipientes de vidros, pratos de vasos de plantas e outros. Os proprietários desses imóveis são notificados pela Vigilância em Saúde e recebem o laudo laboratorial comprobatório da presença do agente e um prazo de 10 dias para a adequação das irregularidades.
IMPORTADO
No mês de julho foi confirmado o primeiro caso de Dengue importado no município. Uma jovem viajou para o Nordeste e retornou à cidade com sintomas da doença, como febre, dor de cabeça e dores musculares. Ela já se recuperou e uma pesquisa vetorial especial na localidade onde mora a paciente já foi feita por agentes de saúde pública, com o objetivo de procurar focos do mosquito Aedes aegypti, porém nada foi encontrado.
PREVENÇÃO
O mosquito tem preferência por água limpa e parada, colocando seus ovos que resistem até 450 dias no ambiente.
A Secretaria de Saúde desenvolve, continuamente ações junto à população, em atividades como vistorias realizadas por agentes de saúde pública em residências, estabelecimentos comerciais, terrenos baldios, cemitérios, reciclagens e quaisquer outros locais onde houver risco de formação de focos do mosquito, para orientação da população, verificação, eliminação e tratamento de depósitos de água. Também são realizadas ações de Combate ao Aedes aegypti nas escolas municipais e estaduais da cidade.
O relatório da Vigilância Ambiental mostra que os esforços e o comprometimento por parte dos agentes de saúde pública não estão sendo suficientes para conter o avanço do mosquito será necessário um engajamento muito maior da população. O levantamento aponta que 90% dos focos são encontrados em depósitos de água dentro dos pátios das residências e os outros 10% em estabelecimentos como borracharias, ferro velho e cemitério.

 

 

 

 

 

 

 


“Ressaltamos que a vigilância, por parte da população, com os depósitos de água precisa ser constante, visto que o ciclo de vida do mosquito é muito rápido. Um exemplo: se forem encontradas larvas do mosquito em uma tampa de garrafa, após 7 dias, em média, haverá um mosquito adulto”, comentou Elisa.
Segundo ela, a população de Guaíba precisa estar ciente que o risco de transmissão dessas doenças é alto, já que a cidade tem a presença do mosquito transmissor. Elisa disse que basta que o mosquito encontre uma pessoa doente para transmitir o vírus para outra pessoa sadia.
“Combater o mosquito Aedes aegypti é uma responsabilidade e um benefício de todos, sem essa união, sozinho o poder público não vence essa guerra. Não jogue a responsabilidade só na prefeitura, assuma também esse compromisso”, frisou.