Mortes em Cadeia

Mortes em Cadeia

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Uma das coisas mais certas neste mundo é a morte. Tudo aquilo que nasce mais cedo ou mais tarde acaba deixando este mundo, de um modo ou de outro, sem se saber ao certo para onde vai. Assim caminha o universo ao longo de toda a sua existência. Se é que há uma existência tal qual possamos imaginar. Neste velho Planeta já passaram bilhões e bilhões de pessoas que, com expressão ou não, viveram suas vidas do melhor modo possível: ricos, pobres, bonitos, feios, inteligentes, menos inteligentes, pretos, brancos, amarelos, enfim, todos de acordo com suas características essenciais.

Muitas guerras mataram muitas pessoas. Muitas pestes mataram muitas pessoas. Muitos acidentes mataram muitas pessoas. Muitas pessoas, por banalidades, mataram muitas pessoas. Assim, pode-se concluir que morrer é uma possibilidade imediata, a qualquer momento, em qualquer lugar e por qualquer motivo. Nas cadeias brasileiras estão matando como quem mata porcos. Lá, naqueles locais infectos, imundos e piolhentos, as pessoas animalizadas num mundo banal e sem perspectivas, não têm mais o sentido da humanidade: a crueldade tomou conta do dito civilizado.

Quem é o culpado?  Ninguém, porque a morte espreita a cada esquina do mundo.