País Casto

País Casto

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Poderia este texto ter outro título, tal como O PAÍS GASTA. Mas, dei preferência ao primeiro, porque neste segundo os homens que o compõem muito embora tenham aparência casta são uns perdulários de marca maior.  

Toda República, e isso é histórico, teve em seus governantes os maiores aproveitadores das benesses, das facilidades, dos recursos para atingir suas necessidades básicas, ou seja, o máximo de conforto possível sem gastar um centavo de seu próprio bolso.  

Mas no que tange à castidade, me vem a memória a célebre frase do grande Santo Agostinho, o Bispo de Hiponae um dos Doutores da montagem do Cristianismo tal qual o conhecemos hoje. Disse Agostinho: “Deus, concedei-me a castidade, mas não agora”. Ou seja, deixe-me gozar a vida.  

Um País, uma República seria uma ficção, ou seja, não existiria se não tivesse um território definido, uma população e uma representação política para administrar o todo. Um País, como território, é casto. Entretanto, nos dois outros componentes não se pode colocar a mão no fogo.  

Pecunia non olet”, alardeavam os romanos antigos. O dinheiro não fede, numa tradução livre. Aqui o dinheiro tem o aroma de perfume francês: irresistível.