Piedade

Piedade

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Uma das palavras mais significativas, no meu entendimento, que possa representar a humanidade é a palavra piedade.

Um ser piedoso é aquele que vê em tudo o que o cerca uma oportunidade de praticar o humanismo, sendo que humanismo significa ter em conta que os semelhantes merecem, todos, um olhar mais atento e mais voltado para o interior do que para o exterior das criaturas.

Todavia, como há uma ideia arraigada de que o bem deve ser pago com o bem e o mal com o mal, vive-se, diuturnamente, esse conflito estúpido que leva as pessoas a se odiarem, a se esquivarem umas das outras. Tudo é uma questão de aprendizado, exceto nos casos em que a genética do indivíduo é voltada, por um defeito qualquer da natureza, para o ódio estruturado na ignorância.

Até parece que estou buscando uma utopia, qual seja, que todo ser humano tenha em conta que seus semelhantes sejam perfeitos.  Ninguém é perfeito.  E se caímos neste mundo, até hoje não bem esclarecido, é porque carregamos, cada um, a missão de buscar o sentido da vida e ao mesmo tempo o modo mais claro e humano de conviver.

Ser piedoso é ter o perdão dentro de si mesmo, perdoando seus próprios defeitos.