Entrevistas no jornalismo

Entrevistas no jornalismo

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Lembro de ter lido no livro ‘Vale a pena ser jornalista’, de Clóvis Rossi, onde o jornalista já fazia um alerta aos futuros profissionais: Esta é uma das profissões que mais cedo nos levam ao cemitério, em virtude das características deste trabalho, que exigem muito do profissional todos os dias. Embora todos os riscos nesta profissão, eu escolhi o Jornalismo e não me arrependo, mesmo que isso possa, talvez, abreviar alguns anos de vida, conforme previsão de Rossi. O jornalismo me proporciona momentos únicos na vida. Nestes mais de 20 anos de profissão, tenho realizado muitas entrevistas e reportagens. Recentemente, um estudante de Jornalismo me fez uma pergunta que não eu não consegui responder na hora, sobre a reportagem que mais me marcou.

Mas algumas entrevistas marcaram minha vida. Uma delas foi ter feito a última entrevista na cidade com o ambientalista José Lutzenberger ao lado do ex-prefeito Manoel Stringhini, e do engenheiro agrônono Fermando Bergamim, no Caisinho. Nela “Lutz”, olhando para o morro, que ainda era Morro da Hidráulica (que hoje leva seu nome) comentava a importância da preservação do verde.

Outra entrevista eu fiz há três anos, em março de 2014, na Zona Sul de Porto Alegre. Entrevistei o ex-preso político e ex-deputado Carlos Araújo, que acabou falecendo nesta semana. Ele me recebeu na sua casa, juntamente com os professores de História João Bosco Ayala Rodrigues e Bruno Silveira. Ele foi o último preso político da Ilha Pedras Brancas. Eu já tinha entrevistado Araken Vaz Galvão, o primeiro homem levado no período militar até o local.

Nesta profissão aprendemos todos os dias. Entrevistamos as mais diferentes pessoas e com elas temos lições de vida únicas e o desafio é sempre passar tudo isso, da melhor maneira, para o nosso leitor.