Formaturas incompletas

Formaturas incompletas

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Na vida nunca estamos formados, apenas nos aperfeiçoamos, amadurecemos e conseguimos, com o tempo, novos conhecimentos. Como educadores também sempre temos muito a aprender, com os alunos, com os pais, colegas e, principalmente, com os livros. Como dizia Paulo Freire, ninguém sabe mais do que ninguém, o que existe são saberes diferentes.

Estive, na noite de sábado, participando de mais uma formatura de alunos da escola onde atuo, há quase duas décadas, como professor. Cada formatura é momento de muita emoção e serve de avaliação para o trabalho que realizamos. Participamos da vida, da formação de jovens, podemos abrir ou fechar caminhos. Isto é uma grande responsabilidade.

Tive somente uma formatura em todas as etapas de ensino fundamental, médio e superior, na graduação de Filosofia. Felizmente, no jornalismo, tive a oportunidade de participar de uma solenidade, e nada mais gratificante poder ter a presença dos pais naquele momento tão importante para mim, mas principalmente para eles. Foi uma forma de mostrar e dizer que valeu apena eles terem acreditado em mim e terem apoiado os rumos que tomei da minha vida.

Na noite do último sábado, durante a formatura, queria ter dito muitas coisas, mas não consegui dizer muito, ou melhor, não disse muitas coisas que gostaria de ter dito a cada um dos jovens formandos.

Gostaria de ter relembrado duas frases que mais tenho comentado com eles durante o ano, a de Roland Barthes: "O profissional nota 10 é aquele que acrescenta dois pontos de esforço, três pontos de talento e cinco pontos de caráter" e a de Confúcio: "Trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer na vida".