Não podemos mais esperar

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Um dos últimos grandes espaços para eventos da cidade foi a construção do Ginásio do Coelhão, na administração do Dr.  Ruy Coelho Gonçalves.  A população de Guaíba era bem inferior na época, levando  em conta que Eldorado, Mariana Pimentel e Sertão Santana integravam o município de Guaíba. Qual foi a outra grande obra voltada para a cultura e o lazer que a cidade ganhou nas últimas décadas?

Hoje, os projetos existentes de novos espaços são um miniauditório no Mercado Público e na Câmara de Vereadores que não passam de 200 lugares cada um. Aliás, os dois já poderiam estar prontos, as reformas iniciaram e pararam. Construir dois espaços pequenos, embora sejam necessários, não irão atender as necessidades para médios e grandes eventos . 

 Guaíba precisa de um local para mais de 500 pessoas, para abrigar  eventos  já solidificados na cidade na área do teatro,  cinema, música, além de poder entrar no roteiro dos grandes espetáculos  estaduais e nacionais. Cidades bem menores e com menos recursos têm espaços melhores que Guaíba. Recentemente, Novo Hamburgo, embora seja uma iniciativa privada, inaugurou um auditório para 1800 pessoas.

 Voltando no tempo, lembro que em 1917, na antiga Pedras Brancas, com população inferior a 10 mil moradores, havia o Teatro Gomes Jardim que tinha capacidade para cerca de 300 pessoas.

Guaíba, com cerca de 100 mil pessoas, tem uma sala no Museu Carlos Nobre com 80 lugares. Hoje, para cada evento, a  prefeitura  aluga, na maioria das vezes, uma estrutura coberta.

Se levarmos em conta o que já foi gasto nas últimas décadas em locação para eventos que poderiam ser efetuados em locais fechados, daria para dar início ou talvez até construir um  grande teatro.

Com o aumento do fluxo de turistas e para os moradores, Guaíba precisa pensar num grande Centro de Eventos. Com o retorno da travessia fluvial, as pessoas estão chegando na cidade e poderão voltar uma, duas ou mais vezes, se aqui existirem boas opções de lazer e de cultura.

Os guaibenses estão cansados de tantos projetos que têm ficado no papel nos últimos anos, precisamos de realizações.