O controle mental e o dólar...

O controle mental e o dólar...

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Paro diante da tela branca e muda do meu computador, como tanta gente o faz numa manhã como a de hoje, e fico esperando que minha mente tenha adquirido, por milagre operacional dela e por conveniência minha, capacidade de operar sem a intervenção dos meus dedos. Ao mesmo tempo imagino como será o mundo (espero chegar lá...) quando uma decisão terá que ser muito bem pensada e repensada, quando isso vier a acontecer, para que o mundo não se transforme numa balbúrdia sem fim.
Isso porque, decidir o que interessa mesmo para Canoas e toda essa imensa região metropolitana, emitir uma opinião sensata e só usar este termo que usei (“balbúrdia”), se não houver outro remédio mais exato e prático na língua portuguesa, e recorrer à esta ou outra construção, sempre pensando no bem dos nossos leitores, porque assim o determina nosso contrato com a realidade.
Falar nisso, quantas vezes nos desviamos do bom senso e voamos, mesmo com as asas quebradas, dispostos a tudo para uma boa comunicação?
Mesmo quando ficamos sabendo que num dia como hoje, o Alaska inteiro foi comprado por um milhão e mais alguns dólares, pelos americanos? Aí fica difícil, fazermos a comparação de épocas e raciocinar em termos realísticos sobre o que foi, o que é e o que pudera ter sido. Mas, esse é o custo de uma intervenção diária na realidade que no segundo seguinte vira História, com H maiúsculo.
Essa é a realidade em que vivemos. Muitas vezes, mal fechamos a edição de hoje da “Nova Folha Guaibense” e já nos defrontamos com algo que nos chega e mexe com nossas decisões e por vezes até com as nossas convicções. Esse é o mundo que nos tocou viver e na certa nele não caberia uma barbada como essa de “comprar o Alaska” e nem uma miserável lasca dele, por “um punhado de dólares”...
Chega-se a estranhar, com toda a razão para o espanto, quando ilustres conselheiros das contas alheias, são simplesmente presos nesse Brasil surpreendente de “Lava-a-jato”, quando (e onde) estávamos acostumados para procedimentos de velocidade tartarugal. Ou misteriosamente secretos ou nem isso.
Tanta é a lentidão histórica que passamos a desejar uma velocidade improvável, sob o comando de um controle mental que necessitaria de supermaquinismos de administração. Nossas mentes teriam (ou terão algum dia?) essa capacidade?
Tememos que sim e até esperamos que não. Até pelo custo das indenizações, que pagaremos todos em nome do Estado, pelos erros que venham a ser cometidos, na pressa de sermos bem vistos e aplaudidos, quando os efeitos se tornarem públicos.
Assim é o mundo a que estamos submetidos e a culpa não é de ninguém... Talvez um pouquinho de arrogância com pitadas de orgulho e ignorância. Nada grave...
Enquanto isso, o dólar passeia pelos ares, não possivelmente a preços que nos possibilitem a compra do Alaska...