Palmas ao Papai

Palmas ao Papai

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Se não fosse a absoluta impossibilidade aqui no Rio Grande do Sul, de aliar na mesma reação, gremistas e colorados, eu poderia escrever que a melhor maneira de definir o que nos reserva o fim-de-semana, seria escrever que é a festa do “Papai é o maior”. Mas, acontece que este grande “hit” carnavalesco, tocado até o esgotamento em todos os carnavais, desde os anos cinquenta se transformou numa espécie de insubstituível hino do S.C.Internacional.

Assim sendo, não desce na goela dos gremistas, que se constituem inegavelmente na outra metade da sociedade gaúcha, talvez com dois ou três por cento de torcedores de outros clubes e portanto, fica difícil fazer esta divisão acreditando ou pensando numa unanimidade que não existe, nem em bailes de carnaval...

Portanto, os papais devem se resignar a serem invocados em todos os momentos, menos com esse hino consagrador que os igualaria a todos, sob o mesmo uniforme e a mesma paixão clubística. Não dá.

Mas, sabemos todos que Papai é o maior mesmo, no íntimo do circuito familiar e que a capacidade de doação dos pais, terá uma resposta à altura nesse domingo, porque não tem filho que não tenha esta visão ou pelo menos esse sonho, se por acaso ou azar não estiver com um bom pai ou não souber onde anda ele. Que isso é possível e uma tristeza nos afoga nesse momento em que tanta festa e reconhecimento passa por cima dos pequenos tropeços ou dos grandes enganos.

Então, ignorando a exploração publicitária ou os exageros naturais ou virtuais, é hora de propagar o mesmo grito de guerra e esquecendo as diferenças esportivas, recordar o quanto é importante viver esse pedaço de vida e torcer para quando chegue a vez de cada um, poder repetir este papel maravilhoso. Palmas para os papais. Para os que dão ou deram certo e para os que pelo menos tentaram. É sagrado demais para manter alguma dúvida.