Pra esquecer...

Pra esquecer...

person

Lendo as opiniões que os jornais publicam hoje, até parece que estamos no dia primeiro de setembro de 1939 e não um século e uma guerra mais tarde, em 2017.

É possível até escutar-se o trotar dos canhões, esquecendo tudo o que se passou e o preço que pagamos pela nossa santa ignorância. A gente escuta tantas barbaridades, ouve falar em tantas atrocidades, que nem parece que a humanidade passou pelo que passou, de 39 a 45, quando o horripilante regime nazista tentou se impor. E foi assim mesmo, no silêncio da madrugada, que as tropas de Hitler se puseram em marcha rumo à Polônia e ao mundo. 

Foram esmagando o que encontraram pela frente, passando o recado de sua surpresa e sua superioridade. Era a primeira “blitz krieg”, com que assinalaram o inesperado também como uma arma, com a qual iriam dizimar dali pra frente os povos que iam conquistando.

Pegaram a todos despreparados e incrédulos, enquanto transmitiam o som de suas botas, o clique de suas armas sendo engatilhadas e o exemplo e a devoção ao chefe Hitler e à cruz suástica, os símbolos do nazismo e das crenças de superioridade racial.

Quase chegaram aqui, aliás diz-se que chegaram sim, que estiveram aí por Tramandaí alojados, preparando um golpe no lado de cá do Atlântico, afundaram alguns navios pelo caminho e se infiltraram em muitas comunidades gaúchas.

Muitas cidades que foram além da simples simpatia e da integração nacional com os simpáticos e organizados loiros, tão bem falantes do alemão. Foram se instalando por aí.  

Tudo começou naquele primeiro dia de setembro. E felizmente, havia também muitos brasileiros atentos ao que sucedia, caso contrário estaríamos hoje todos desfilando perante a suástica com o braço erguido...

Passou aquele setembro, passaram outros setembros e em 45, muitos foram os gaúchos que ajudaram a hastear o pavilhão verde-e-amarelo, no Reichstag, seis anos depois. Mas, com o custo de tantas vidas. fora nazistas, fora hitleristas. Adeus pra nunca mais.