>A arte de Victória Terres

A arte de Victória Terres

Exposição no CCMQ

Formada em fotografia pela ULBRA e aluna do curso de Artes Visuais pela UFRGS, Victória Terres é natural de Guaíba. Iniciou o curso de fotografia em 2013, desde então foi afunilando seus gostos por determinadas áreas como o fine Art, Documental e fotojornalismo, tendo como grande inspiração o fotógrafo Sebastião Salgado.

Em 2015 participou de uma exposição intitulada ‘A Cama de Procusto’ e ministrou uma oficina de fotografia básica. Em 2017, participou da Ocupação Poética no centro de Guaíba. Atualmente, trabalha como fotógrafa e também faz parte do Lumen – Grupo de Estudos em Processos fotográficos históricos e Alternativos, projeto de extensão da fABICO, sob coordenação da professora Andréa Brächer.


Primeira vez na Casa de Cultura

‘Senhora’ é um dos recortes da série Deep Blue, montada em um painel composto por oito imagens gravadas em tecido de algodão. A série retrata o azul sob a perspectiva psicológica: ao passo em que denota inteligência e alivia o estresse, a longa exposição ao azul, frio e calmante, pode também deprimir. Em inglês, por exemplo, a expressão “I’m blue” (“Estou azul”, em tradução livre) significa estar triste, melancólica. Assim como no blues, forma musical de origem afro-americana, de ritmo lento a quatro tempos e que traduz estados de alma melancólicos.

A proposta da exposição é mostrar o uso contemporâneo da cianotipia (técnica histórica da fotografia, que tem como característica a cor azul), que foi desenvolvida pelo pesquisador Sir John herschel, em 1842. O nome da exposição deriva deste fato: “herdeiros de herschel”. Cada artista, envolvido no projeto, procurou em seu próprio repertório de imagens, interpretar ora o significado do azul, ora a diversidade de materiais em que a técnica é possível ser aplicada.

Victória conta como foi a experiência de estar em uma mostra no CCMQ: “fiquei muito empolgada, porque sempre quis expor algo meu, que tivesse meu sentimento e um pouco de mim no trabalho. E consegui! Principalmente porque tenho o sonho de ter minha galeria de arte e expor meus trabalhos e de outros artistas”. Ela ainda acrescenta que o projeto é voltado mesmo à comunidade acadêmica.

Os participantes são alunos da graduação, de cursos diferentes, assim como mestrandos, doutorandos e professores convidados.