>O espaço da Cultura

O espaço da Cultura

Mercado na Cultura

“Vai ser um sonho realizado”, sintetizou a secretária de turismo e Cultura de Guaíba, Cláudia Mara Borges, ao falar sobre o início das obras de revitalização do prédio histórico do antigo Matadouro Municipal, no centro de Guaíba. Segundo ela, o espaço dará ênfase à cultura, gastronomia e lazer, tendo auditório para 126 lugares, espaço para exposições e salas de oficinas.

A empresa Avaliare Engenharia de Construções e Avaliações LTDA, vencedora do processo licitatório da 1ª etapa da obra, deve iniciar os trabalhos em novembro deste ano. A fase contempla a demolição do telhado existente (estrutura e telhas de cerâmicas) e reconstrução do sistema de cobertura, incluindo estrutura, telhamento e captação das águas pluviais.

O custo desta primeira etapa é de R$ 422.716,89, sendo R$ 300.000,00 oriundos da Consulta Popular, via Governo do Estado, e o restante com recursos próprios do município. O Mercado Cultural Pedras Brancas, após todas etapas concluídas, comportará um auditório multimídia, espaço para exposições e gastronomia. A responsável técnica pelo acompanhamento da obra, arquiteta Lisete Samersla, lotada na Setudec, destaca que o projeto resgata a arquitetura original do século XIX. Um arco será erguido à direita do prédio para resgatar uma antiga fachada.

Breve histórico e fases das obras

Depois de mais de 15 anos de espera, o prédio do antigo Matadouro Municipal Pedras Brancas começa a ser de fato reformado. A construção, erguida em 1870, serviu para o abate de gado. Depois de fechado, abrigou inúmeras funções.

Com a emancipação de Guaíba, em 1926, o prédio foi doado ao novo município. Na segunda metade do séc. XX tornou-se Secretaria de obras. Na década de 1980 foi restaurado para abrigar o Mercado Público Municipal.

Em 2003, devido a inúmeros problemas estruturais e falta de segurança, o prédio foi interditado pela prefeitura. No dia 23 de abril daquele ano, os 18 proprietários das bancas deixaram o local com a promessa de que iriam reabrir em seis meses, mas nunca mais reabriu como mercado.

Obras de restauração começaram somente em 2008 e pararam pela metade por falta de recursos. Uma pirâmide metálica na cobertura, que receberia vidros, chegou a ser erguida no centro do prédio, mas o projeto parou e a estrutura terá que ser retirada para dar lugar ao novo projeto desenvolvido pela prefeitura de Guaíba.

Neste novo projeto, a área será ampliada para atender as necessidades de apoio como camarim e sanitário/vestiário, acrescerão 35 metros quadrados, totalizando uma área de 882,90 metros quadrados.