>Guaíba perde um artista  da fotografia

Guaíba perde um artista da fotografia

Obtuário

 

Morreu na segunda, 23, aos 47 anos, o fotógrafo Clay Celso Teixeira. Ele teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na última quarta 18 , sendo hospitalizado, mas não resistiu, vindo a falecer.Milhares de pessoas foram despedir-se na Capela Narciso e Cemitério Municipal na terça e quarta-feira. O sepultamento ocorreu às 9h de quarta. Muitas homenagens ao fotógrafo . Uma bandeira do Grêmio cobriu o caixão e um banner mostraram algumas fotos em ângulos que ele sempre buscava, ou em cima de árvores, arcos ou deitado. O culto de despedida foi realizado pela Igreja Assembleia de Deus e ao som de uma harpa e do trombete do professor Roberto.
Natural de Fortaleza, Ceará, Clay morou com a família em São Paulo e Poa, antes de mudar-se para Guaíba, nos anos 90. Clay nasceu em 2 de abril de 1972, casado com Raquel Ferreira teve cinco filhos e outros dois de outros relacionamentos. A família dou os órgãos que salvaram seis vidas. A família agradeceu o apoio e carinho dos parentes e amigos .

OPINIÃO

Guaíba fica sem as imagens de Clay Teixeira


Guaíba acostumou-se, nas últimas duas décadas, com a presença do fotógrafo Clay Teixeira nos principais eventos da cidade. Na última sexta, 20 de setembro, chamou-me a atenção a ausência dele no desfile de 20 de setembro. Depois soube que Clay estava desde o dia 18, hospitalizado em virtude de um avc, vindo a falecer na segunda, 23, de setembro.
Clay registrou importantes momentos da história da cidade, muitas imagens ele cedeu ao jornal Nova Folha e outros jornais, e contribuiu em importantes eventos, como no Festival de Cinema de Guaíba, com apoio na produção de curtas e registros, além da tradicional cavalgada em homenagem a José Claudio Machado.
Além de eventos oficias, diversos nascimentos, casamentos, aniversários, formaturas e ensaios fotográficos tiveram a marca Clay Teixeira ou Spaço Visual .
Criativo, ousado, buscava sempre o melhor ângulo, muitas vezes arriscando a vida, subindo nos arcos, em árvores, deitando-se no chão, fugindo da mesmice. Esse era o seu estilo de ser e fotografar que ajudou a formar novos fotógrafos e cinegrafistas. Mas acima de tudo ele foi um homem de bem, de grande coração. Nunca dizia um não, queria abraçar o mundo, mas Guaíba acabou abraçando ele na sua despedida no dia que iniciava a primavera, segunda 23. Com certeza suas atitudes e gestos plantaram boas sementes e irão dar muitas flores nesta primaavera e outras estações.
Convivi com ele em diferentes momentos da sua vida, em momentos bons e ruins, mas sempre tinha tempo para os que chegavam no seu estúdio ou o procuravam na rua, para uma palavra de consolo, apoio e esperança.
Sentiremos saudades das suas fotos, mas principalmente do ser humano, do amigo, do irmão que ele foi na vida de muitos guaibenses. Ele nunca se preocupou com a opinião dos outros, era ele mesmo, sem máscaras. “Ele se descamisava para ajudar os outros”, como disse a sua esposa Raquel. O locutor Marcelo Freitas sintetizou um pouco quem ele foi com as palavras sempre positivas: Tô dentro... “Vamu” nessa... “Tamu” Junto, sou parceiro... É só me chamar...”.
Obrigado por tudo Clay. Até breve. Valmir Michelon/jornalista e fotógrafo